quarta-feira, 12 de março de 2008

Acidente com carro blindado.

Mais um acidente no Rio de Janeiro! Mais um acidente de madrugada! Mais um acidente com jovem! Novidade? Desta vez o carro era blindado!!!!!

Esta é outra idiotice que está proliferando no Rio, a blindagem dos veículos. A percepção da violência ou da segurança é interessante: cada um exagera seus medos de acordo com suas experiências! Primeiro foram as películas escuras, que disseminaram a insegurança para todos os motoristas, pois você não consegue enxergar quem está no carro que pára ao seu lado! Agora são os carros blindados! Curioso é que o risco de causar ou se envolver em acidentes de trânsito fica sempre em segundo plano na avaliação das pessoas.

A blindagem aumenta o peso do veículo, altera suas características de projeto e, obviamente, altera a dirigibilidade do veículo! Neste acidente, um jovem de 22 anos alegou ter perdido o conrole de sua Hilux blindada devido ao seu peso. Resultado, atropelou uma pessoa que saía de uma festa em um clube da Lagoa. Poderia ter tido conseqüências muito maiores se isto ocorresse em outro horário.

Alterar características de projeto é um assunto muito delicado e deveria ser feito com extremo critério para não expor todos ao risco de acidente de trânsito.

4 comentários:

João Lacerda disse...

Vilmar,

Lembro-me de um acidente muito mais trágico com blindados. Um motorista morreu queimado dentro de uma Cherokee porque os bombeiros não conseguiram arrombar o veículo. Não existem equipamentos suficientes para esse tipo de serviço.

Flávio Luiz disse...

Caros, os veiculos blindados atuais, são muito mais leves e eficientes balistcamento que os antigos, no caso da Hilux, acho que é muito dificil uma pessoa perder o controle do carro apenas por causa de peso, isso levando em conta que nesse caso o acrescimo de peso não deve ter ultrapassado 200kg´s, ou seja nada diferente de um carro com dois ou três passageiros e bagagem.

Vale lembrar que os veiculos blindados feitos no Brasil, são considerados os melhores veiculos blindados do mundo, pois o brasileiro se importa com a dirigibilidade do veiculo, e com a segurança do carro. Logico que em alguns casos o veiculo blindado pode dificultar o resgate dos ocupantes, mas nada que hoje as equipes de resgate não tenham em seu poder.

A dinamica dos veiculos blindados de primeira linha é muito pouca afetada, já houveram teste comprovados e eficazes, em veiculos iguais (Blindado e NÃo blindado) cujo o resultado não demosntrou variação consideravel nem pela equipe de teste e nem pelos resultados obitidos. Hoje a blindagem de veiculos comerciais leves é realidade, necessiade em algumas metropoles, mas são na sua maioria muito bem feitas. Existem empresas serias que estudam, a realização e acompanham as blindagens dos carros de forma tecnica e segura. Tb já soube de casos de veiculos mal blindados que causaram acidentes, mas a culpa nesses casos sempre foi do motorista, e não do veiculo.

Anônimo disse...

Prezado Vilmar,

A blindagem de um veículo pouco afeta sua dirigibilidade, ainda mais em um utilitário, como a Hilux. Apenas como forma de ilustrar, segue trecho de reportagem retirada do site "carsale", referência quanto ao teste de novos modelos. A notícia em tela fala de um Fusion SEL blindado. Porém, pode se aplicar a qualquer outro modelo. Vale ressaltar que as opiniões tiveram como origem empresa especializada e não foram baseadas em simples impressões de motoristas amadores.

"Agora que sabemos do que a blindagem é capaz, restava conferir como o Fusion se comporta no trânsito. Avaliado em trechos urbanos da Grande São Paulo, o sedã blindado não decepcionou. Apesar da carga extra, ele não teve a dirigibilidade afetada. O peso, equivalente ao de três pessoas de estatura média, não prejudicou o desempenho do motor 2.3 de quatro cilindros e 16V, de 162 cavalos de potência e 20,7 kgfm de torque. Também por conta da carga agregada, a suspensão, independente nas quatro rodas, recebeu reforços durante a instalação da blindagem, o que garantiu um rodar confortável, mesmo em situações de asfalto irregular.

De acordo com medições realizadas pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), no Campo de Provas da General Motors do Brasil, em Indaiatuba, no interior de São Paulo, os índices de aceleração, retomada e frenagem do Fusion blindado ficaram um pouco abaixo da versão sem blindagem. A aceleração de 0 a 100 km/h, por exemplo, é feita em 12,37 segundos, contra 11,37 s da versão original. De 0 a 80 km/h, a diferença cai para um segundo.

Para retomar a velocidade de 40 km/h para 80 km/h, o sedã da Sandrecar Blindados precisa de 7,67 s, ou 56 décimos de segundo a mais que o modelo original. Já a aceleração de 40 km/h a 100km/h é feita em 11,27 s contra 10,42 s, enquanto para atingir 100 km/h partindo de 60 km/h são necessários 8,56 s ante 7,78 s. Ambas com vantagem para o sedã sem preparação.

No quesito frenagem, a distância percorrida quando o pedal do freio do Fusion blindado é acionado a 40 km/h é de 13,8 metros. O sedã convencional por sua vez precisa de 11,9 m para parar totalmente. A 60 km/h, são necessários 24,4 m para parar, 1,3 m a mais que a versão mais leve. A 100 km/h, a diferença aumenta para 3,7 m – 56,9 m contra 53,2 m. O sistema de freios utiliza discos nas quatro rodas com assistência de ABS."

Como experiência pessoal, tenho uma pequena BMW série 1 blindada (KART). O desempenho do veículo é excelente e em nada deve à "versão" não blindada, que já tive a oportunidade de dirigir diversas vezes. Para o motorista comum, que não cometerá excessos mas pode sempre ser passível de algum erro, o carro blindado e o normal não tem diferença alguma. Talvez em um superesportivo isso poderia afetar um pouco sua dirigibilidade, vez que são veiculos meticulosamente calculados para performance. Porém, isso não tornaria o carro inseguro ou demasiado instável (uma corvette blindada continuaria sendo muito mais segura e estável do que um pálio).

O que acredito que tenha acontecido é que o rapaz correu demais, perdeu o controle, bateu e botou a culpa no peso do carro. Fato é que, fosse blindado ou não, o moço teria batido. Não é a blindagem que faz a diferença, mas sim a percepção e experiencia do motorista para nao puxar o carro acima de seu limite (tanto do veículo, quanto do motorista).

Sou um defensor dos veículos blindados desde que comprei o meu. Tinha preconceito, como todo amante ávido por carros. Hoje, vejo com bons olhos. É um mal necessário em muitas cidades brasileiras.

Anônimo disse...

Sou portugues, a empresa para qual trabalho tem um lugar no Rio para mim. Se eu aceitar , uma das condicoes é que o carro de empresa seja blindado, eu estranhei, e tenho andado a procurar se é mesmo assim. Necessidade de carro blindado. Vim parar a este blog por acaso

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